(Se alguém se ofender com esse texto... bem, daí serviu pra alguma coisa!)
Uma pergunta alfineta bastante rockers: “Até que ponto rock é rock?”. Bem, dói pra mim admitir emos, por exemplo, como parte do rock’n’roll. Mas afinal o que é rock’n’roll? Puritanos vão me responder: baixo, guitarra, bateria, vocal. Okey. Mas os mesmos puritanos não vão admitir “Welcome to My Life” como rock. Desculpa povo, mas é. Aí vai uma definição boa pra rock:
-Música com guitarra e vocais bem marcados e um contratempo forte.
Ainda assim me incomoda chamar aqueles travecos japoneses malucos e coloridos de rock. Porque? Questão de atitude. Emos e J-Rockers: pros primeiros o mundo é uma desgraça e só vale a pena reclamar. Pros segundos o mundo é uma bola colorida cheia de coisa colorida e exageros. Isso quando eu não entro nas bandas Made by Disney: uns guris de 12 anos tocando uns trecos toscos, com letras toscas e orgulhosos por só foderem depois do casamento. Vão empinar coco na descida.
Fato é que é cada vez mais difícil achar rockers nos moldes clássicos. E clássicos eu não digo a gurizada que curte 60’s ou 70’s. Falo de punks, grunges, hard rockers, mods, headbangers e qualquer outro estilo que marcou o rock. Clássico eu digo com uma boa e velha atitude.
Che Guevara falou que ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética. Bem, a geração 00 é uma aberração genética tão grande que faz o Slot parecer normal. Uma aberração tão grande que até os ditos roqueiros dessa geração são uns acomodados escrotos. E enquanto eu tento ir na direção contrária da minha geração eu vo aturando conversas que nem essa, num bar as 3 e poco da manhã:
Guria: - Então tu tem uma banda?
Eu: - Yeah.
Guria: - Do que?
Eu: - Rock’n’roll.
Guria: - Ah, tipo Nx?
Eu: - Não querida, rock’n’roll mesmo.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
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