quarta-feira, 29 de abril de 2009

Hey, hey! My, my!

Primeiro texto sério que escrevo nessa bodega.Quer dizer... quase isso.

Já me pediram o que, pra mim, é ser um rocker. Em primeiro lugar é necessário ver que existem duas definições pra rocker: rocker como fã de rockabilly e rocker como roqueiro em geral. Vou usar a segunda definição.
Acho que também é importante lembrar também as definições populares atuais de roqueiro: emo, headbanger, indie. Hey, mas e os setentistas? Os hard rockers? Os grunges? Onde foram parar as "tribos" roqueiras que moviam gerações com seus ideais rebeldes? Pra onde foi a revolução punk, as festas mod, a liberdade hippie? Infelizmente morreram. Ou mais ou menos isso.
Fato é que, pela primeira vez desde os anos 50, vamos terminar uma década sem uma nova tribo significativa. Claro que eu conheço indies e emos. Mas convenhamos que ambas não oferecem um impacto significativo na juventude, como nos anos 90 fizeram o grunge e o (posso estar apelando) britpop.
Cada vez mais parece que o rock gastou todas suas fórmulas e agora entrou num bizarro estado de auto-desconstrução. Cada vez é menos valorizado o esquema baixo, bateria, vocal a guitarra. Letras poderosas e críticas? Nah, não mais.
Mesmo assim, de vez em quando, é possível achar um bom show de rock por aí. É possível achar alguns camaradas dispostos a sair sábado de noite atrás de rock e diversão.Ainda é possível chegar na segunda-feira tonto e cheio de histórias pra contar.
Ok chefe, mas porque tanta história se o tema era a definição do rocker?
Simples, a definição do bom e velho rocker hoje em dia está aí: mesmo com todos os sintomas negativos, ainda ter gás pra se divertir e curtir um bom rock'n'roll. E cantar um coro berrado numa rua escura enquanto volta dum show as 5 da madrugada: "Hey, hey! My, my! Rock'n'roll can never die!"

Nenhum comentário:

Postar um comentário